GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDO
Oceano, na altura de Linhares (ES), foi tingido por cor avermelhada

A lama de rejeitos de minério chegou neste domingo (22) ao oceano após 17 dias do rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, região Central de Minas Gerais. O ponto do mar atingido inicialmente foi o da altura do distrito de Regência, em Linhares, no Espírito Santo.

A chegada da lama tingiu o oceano com uma cor avermelhada. Segundo a Prefeitura de Linhares, os rejeitos minerais que devastaram o Rio Doce e parte de Mariana não chegaram a atrapalhar o abastecimento de água da cidade. O município afirmou que realizou reforço da barragem do Rio Pequeno (de onde é retirada a água que abastece a cidade) com lonas e sacos de areia para que a água não fosse contaminada.  

Onda de rejeitos mineirais chegou ao mar neste domingo (GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDO)


Na manhã deste domingo, o leito do Rio Pequeno apresentou um cor levemente amarelada, o que preocupou os moradores locais. No entanto, a prefeitura do município capixaba informou que não houve qualquer contaminação com a água do Rio Doce. "O Rio Pequeno amanheceu levemente amarelado por conta da chuva que atingiu Linhares e região no sábado. Os testes do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) apontam que a qualidade da água distribuída para a população de Linhares não sofreu qualquer alteração", afirmou, através das redes sociais.

Até o momento, três cidades capixabas foram atingidas pela onda de rejeitos: Linhares, Baixo Guandu e Colatina. As duas primeiras conseguiram manter o abastecimento. Já Colatina suspendeu o uso da água há cinco dias.